sábado, 26 de fevereiro de 2011

Estou farto...

Estou farto de ser o rapaz divertido, estou farto de estar sempre a sorrir a ser a pessoa de quem as pessoas esperem que diga uma piada, faça uma coisa estúpida, estou farto de dar o meu ombro para outros chorarem. Onde é que está o ombro de para eu chorar. Também tenho direito a estar triste, desanimado, angustiado. Tenho direito a escrever nestas palavras a raiva oprimida e acumulada ao longo de anos esquecidos na imensidão das memórias impedidas de me virem à cabeça pela parede que é o esquecimento.
Quero ter direito a gritar ao mundo os meus sonhos despedaçados em milhares de milhões de fragmentos que são as minhas palavras cujo valor está gasto e sobre valorizado...


Sempre que sentir um aperto no peito vou gritar ao mundo a minha dor pois é através dela que eu me torno como todo o resto do mundo, porque se não o fizer vou ser um autómato com um sorriso amarelo e amargurado.

Lê e pensa... Não quero que quem lê isto faça das minhas palavras suas, mas que as carreguem no pensamento para que quando necessário cuspirem nas almas dos que sonham com o perpétuo gozo que vocês lhes dão ao fazerem figuras de palhaços.

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